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LGPD para escritórios de advocacia e de propriedade industrial: o que você precisa fazer

Entenda as obrigações da LGPD para escritórios de advocacia e de PI e veja o que fazer para tratar os dados dos seus clientes em conformidade com a lei.

Escritórios de advocacia e de propriedade industrial lidam, por natureza, com dados sensíveis: informações dos clientes, dos negócios deles, das marcas que protegem. A LGPD — a Lei Geral de Proteção de Dados — coloca obrigações sobre quem trata esses dados, e isso inclui, diretamente, o seu escritório.

Conformidade com a LGPD não é só evitar multa. É uma questão de confiança: o cliente que entrega dados ao escritório espera que eles sejam tratados com cuidado e dentro da lei. Este artigo explica, em linguagem direta, o que a LGPD exige de um escritório e o que você precisa fazer para estar em conformidade.

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica especializada em proteção de dados. As particularidades do seu escritório devem ser avaliadas caso a caso.

Por que a LGPD se aplica ao seu escritório

A LGPD regula o tratamento de dados pessoais — qualquer informação sobre uma pessoa identificada ou identificável. Um escritório de PI trata dados pessoais o tempo todo: nomes, documentos, contatos, informações dos titulares de marcas e dos clientes. Ao coletar, armazenar, usar ou compartilhar esses dados, o escritório se torna responsável por tratá-los conforme a lei.

Não importa o tamanho do escritório. A obrigação de tratar dados com base legal, com segurança e respeitando os direitos dos titulares vale para o profissional autônomo e para a grande banca. A diferença está na complexidade da implementação, não na existência do dever.

As principais obrigações na prática

Todo tratamento de dado pessoal precisa de uma base legal prevista na LGPD — execução de contrato, cumprimento de obrigação legal, legítimo interesse, consentimento, entre outras. Na prática, o escritório precisa saber por que trata cada dado e sob qual fundamento. Tratar dado “porque sempre fizemos assim” não é base legal.

Garantir segurança da informação

A LGPD exige medidas de segurança que protejam os dados contra acesso não autorizado, vazamento e perda. Para um escritório, isso significa controlar quem acessa o quê, proteger os sistemas usados, e escolher fornecedores que também levem segurança a sério. Um vazamento de dados de clientes não é só um problema técnico — é uma falha de conformidade com consequências legais e de reputação.

Respeitar os direitos dos titulares

Os titulares dos dados têm direitos: acessar seus dados, corrigi-los, solicitar exclusão em certos casos, saber com quem foram compartilhados. O escritório precisa ter como atender a esses pedidos. Isso exige saber quais dados você guarda e ter um caminho para responder às solicitações.

Cuidar dos fornecedores que tratam dados por você

Quando o escritório usa sistemas de terceiros que processam dados de clientes — um software de gestão, por exemplo —, esses fornecedores também precisam estar em conformidade. A responsabilidade não termina quando o dado sai da sua mão; você responde pela escolha de fornecedores que tratem os dados adequadamente. Por isso, avaliar a postura de LGPD de um software antes de contratá-lo é parte da sua própria conformidade.

Definir um responsável e ter políticas claras

Ter clareza sobre quem cuida da proteção de dados no escritório, e ter uma política de privacidade que descreva de forma honesta como os dados são tratados, são passos que organizam a conformidade e demonstram diligência.

O papel do software na conformidade

O sistema que o escritório usa para gerir clientes e marcas é central na conformidade, porque é onde boa parte dos dados vive. Um bom software ajuda a estar em conformidade: controla o acesso por usuário, protege os dados, e oferece os meios de atender aos direitos dos titulares. Um software descuidado faz o oposto — vira um ponto fraco que compromete a conformidade do escritório inteiro.

Por isso, ao escolher ou avaliar um sistema, a postura de proteção de dados dele importa tanto quanto os recursos. Pergunte como o fornecedor trata os dados, se há controle de acesso, se os dados são protegidos, e se há política de privacidade clara.

O MyPI foi construído com atenção à LGPD: controle de acesso por usuário, proteção dos dados e tratamento conforme a lei. Como ferramenta usada pelo escritório para gerir clientes e marcas, ele é pensado para ser parte da solução de conformidade, não um ponto fraco. Vale lembrar que a conformidade do escritório é um conjunto de práticas — o software é uma peça importante, mas não substitui a organização interna e a orientação jurídica especializada.

O MyPI trata os dados conforme a LGPD e foi pensado para ser parte da conformidade do seu escritório. Conheça e teste.

Perguntas frequentes

A LGPD se aplica a escritórios pequenos e autônomos?

Sim. A obrigação de tratar dados pessoais com base legal, segurança e respeito aos direitos dos titulares vale para qualquer porte de escritório que trate dados pessoais.

O escritório é responsável pelos fornecedores de software que usa?

O escritório responde pela escolha de fornecedores que tratem os dados adequadamente. Por isso, avaliar a postura de LGPD de um software antes de contratá-lo faz parte da própria conformidade.

O que observar em um software quanto à LGPD?

Controle de acesso por usuário, proteção dos dados, meios de atender aos direitos dos titulares e uma política de privacidade clara e honesta sobre o tratamento dos dados.

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