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Prazos & RPI

Como acompanhar a RPI do INPI sem perder prazos: guia completo

Aprenda a acompanhar a RPI do INPI de forma sistemática e segura, sem perder prazos de despacho. Guia prático para escritórios e profissionais de marcas.

Toda semana, o INPI publica a Revista da Propriedade Industrial. Dentro dela estão os despachos que decidem o destino das marcas que você acompanha: deferimentos, exigências, indeferimentos, oposições. Acompanhar essa publicação não é opcional para quem trabalha com propriedade industrial: é o que separa o profissional que age no prazo daquele que descobre o problema quando já não há mais o que fazer.

O desafio é que a RPI é volumosa, sai com frequência e não perdoa o descuido. Este guia mostra como transformar esse acompanhamento de uma tarefa manual e arriscada em um processo confiável.

O que é a RPI e por que ela define o seu trabalho

A Revista da Propriedade Industrial é a publicação oficial do INPI. É nela que toda movimentação de processo se torna pública e oficial, e é a partir da publicação que correm os prazos. Um despacho existe para todos os efeitos quando sai na RPI, independentemente de você o ter visto ou não.

Essa é a regra que torna o acompanhamento inegociável: o prazo não espera você ler. Se uma exigência foi publicada e você não respondeu no período determinado, o pedido caminha para o arquivamento. Se um indeferimento saiu e o prazo de recurso passou, a chance de defesa foi perdida. A RPI não é uma fonte de informação que você consulta quando lembra; é um relógio que começa a correr a cada edição.

O método manual e por que ele falha na escala

O acompanhamento tradicional funciona assim: a cada edição da RPI, alguém abre a revista e procura, no meio de milhares de despachos, aqueles que dizem respeito à carteira do escritório. Anota numa planilha, calcula os prazos, distribui as tarefas.

Esse método funciona com poucas marcas. Mas ele tem três fragilidades que se agravam com o crescimento. A primeira é o volume: quanto maior a carteira, mais despachos para garimpar, mais chance de um escapar. A segunda é a dependência de uma pessoa: se quem faz a conferência falta, viaja ou esquece, a semana fica descoberta. A terceira é a ausência de aviso: a planilha não avisa nada: ela só guarda o que alguém colocou nela. Um despacho não encontrado simplesmente não existe no seu controle, e você só descobre o erro quando o prazo já passou.

Como acompanhar a RPI de forma confiável

A virada é deixar de procurar e passar a ser avisado. Em vez de varrer a revista inteira a cada edição, você define quais marcas acompanha e o sistema identifica, sozinho, os despachos relevantes da sua carteira em cada RPI publicada e avisa você.

Isso muda a natureza do trabalho. O acompanhamento deixa de depender da memória, da disponibilidade e da paciência de quem garimpa, e passa a ser automático e completo. O seu tempo, antes gasto conferindo, vai para o que exige o seu julgamento: analisar o despacho e decidir o que fazer.

Um bom sistema de acompanhamento faz três coisas: monitora cada RPI assim que publicada, identifica os despachos da sua carteira sem que você precise procurar, e avisa por canais que você de fato acompanha: e-mail, painel, WhatsApp. Os prazos passam a ser controlados pelo sistema, com lembretes antecipados, em vez de calculados à mão.

O que observar para não perder prazos

Mesmo com um sistema, alguns cuidados fazem diferença. Garanta que toda a carteira esteja cadastrada: um processo não monitorado não gera alerta. Confirme que os alertas chegam no canal que você realmente lê. E mantenha o hábito de revisar os prazos críticos, porque a tecnologia reduz o risco, mas a responsabilidade profissional sobre o prazo continua sendo sua.

O MyPI foi feito para esse acompanhamento. Ele monitora cada Revista da Propriedade Industrial, detecta os despachos dos processos que você acompanha e avisa você antes que um prazo vire problema: por e-mail, no painel e por WhatsApp. O que era uma conferência manual semanal passa a acontecer sozinho. E quando o site do INPI está fora do ar na terça, vale o plano B descrito em INPI fora do ar: o que fazer agora.

Para acompanhar a RPI e os despachos da sua carteira automaticamente, conheça o MyPI.


Do artigo para a prática

O módulo de Despachos do MyPI lê a RPI por você: cada despacho da carteira chega classificado, com o prazo fatal calculado pela regra da LPI.

Os prazos recorrentes do ano de PI estão reunidos no calendário de prazos do INPI.

Perguntas frequentes

Com que frequência a RPI é publicada?

A Revista da Propriedade Industrial é publicada semanalmente pelo INPI. Cada edição traz os despachos da semana, e é a partir da publicação que correm os prazos.

Preciso acompanhar a RPI mesmo usando um sistema?

O sistema faz o acompanhamento e os alertas, mas a responsabilidade profissional sobre os prazos permanece sua. O sistema reduz drasticamente o risco; o cuidado de revisar o que é crítico continua sendo boa prática.

O que acontece se eu perder um despacho na RPI?

Depende do despacho. Uma exigência não respondida pode levar ao arquivamento; um indeferimento não recorrido faz o prazo de recurso passar. Por isso o acompanhamento completo é essencial.

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TB
Thiago Batista
Sócio-fundador do MyPI · Especialista em Propriedade Industrial

Thiago Batista é sócio-fundador do MyPI e especialista em propriedade industrial. Acompanha de perto a rotina dos escritórios de PI no Brasil (busca de anterioridade, leitura da RPI, controle de prazos e análise de colidência) e escreve sobre como aplicar tecnologia a esse fluxo de trabalho.

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