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Gestão de PI

Quanto custa um software de propriedade intelectual para escritório de marcas e patentes

Quanto custa um software de propriedade intelectual varia pelo modelo de cobrança do fornecedor. Veja os quatro modelos mais comuns e quanto custa o MyPI.

Quanto custa um software de propriedade intelectual depende do modelo de cobrança adotado pelo fornecedor, não existe uma tabela única do mercado. Uma proposta pode variar bastante conforme o número de marcas monitoradas, o tamanho da carteira de processos ou os módulos contratados, o que torna a pergunta “quanto custa” incompleta sem outra pergunta antes: “cobrado como?”.

Este guia mostra os modelos de cobrança mais comuns no mercado de software para escritórios de marcas e patentes, o que costuma entrar no preço anunciado e o que costuma ficar de fora, além de detalhar quanto custa o MyPI. Um panorama de tudo que esse tipo de sistema deveria cobrir está em software para escritório de marcas e patentes.

Resposta curta

O mercado de software para propriedade intelectual não tem um preço padrão, porque os fornecedores cobram de formas diferentes. As faixas mais comuns são cobrança por marca monitorada (um valor por sinal acompanhado), por faixa de carteira (o preço sobe em degraus conforme o volume de processos), por módulo contratado (cada funcionalidade soma ao preço base) ou sob consulta (o fornecedor monta a proposta caso a caso, sem tabela pública). Para saber o valor real de qualquer opção, é preciso simular com o volume da própria carteira.

Os quatro modelos de cobrança

Cada modelo distribui o risco de forma diferente entre o fornecedor e o escritório contratante.

Modelo Como funciona Para quem costuma fazer sentido
Por marca monitorada O preço soma conforme o número de sinais acompanhados na vigilância Escritórios com poucas marcas e vigilância como serviço principal
Por faixa de carteira O preço sobe em degraus conforme o volume total de processos cadastrados Escritórios com carteira de tamanho médio a grande, previsível ano a ano
Por módulo Um valor base cobre o núcleo, e cada funcionalidade extra soma um valor à parte Quem quer pagar só pelo que usa, mas precisa somar módulo por módulo para saber o total
Sob consulta Sem tabela pública, o fornecedor monta a proposta após entender a operação Operações grandes ou com necessidades específicas fora do padrão

Nenhum modelo é universalmente melhor: o que muda é qual variável determina o preço final, e cabe ao escritório entender qual delas cresce mais rápido na própria operação antes de assinar.

Por que não existe uma tabela de preço única

A ausência de uma tabela pública e padronizada no mercado tem uma razão estrutural: o custo de atender um escritório com poucas marcas monitoradas é bem diferente do custo de atender uma carteira com milhares de processos, e cada fornecedor escolheu uma forma diferente de refletir essa diferença no preço.

Cobrar por marca monitorada faz sentido para quem construiu o produto em torno da vigilância. Cobrar por faixa de carteira faz sentido para quem pensa a operação em degraus de volume, comuns em sistemas de gestão mais amplos, que vão além da vigilância. Cobrar por módulo faz sentido para fornecedores com um catálogo maior de funcionalidades, em que nem todo cliente precisa de tudo. E a cobrança sob consulta aparece sobretudo em operações fora do padrão, como carteiras muito grandes ou integrações específicas, em que uma tabela fixa não daria conta da variedade de cenários.

Entender qual dessas lógicas o fornecedor usa ajuda a prever como o preço vai se comportar conforme a operação do escritório cresce, o que é tão importante quanto o valor do primeiro contrato.

O que entra no preço e o que fica de fora

Antes de comparar dois números, vale entender o que cada um representa. Um plano de entrada costuma cobrir busca na base do INPI e, dependendo do fornecedor, monitoramento básico de despachos. Funcionalidades como gestão de carteira por cliente, vigilância de colidências, peticionamento assistido, geração de peças com IA e portal do cliente costumam vir como módulos adicionais, contratados separadamente ou incluídos só a partir de planos mais completos.

Isso significa que dois preços de entrada parecidos podem representar ofertas bem diferentes: um pode incluir apenas busca, e o outro pode empacotar busca com monitoramento de despachos. Comparar sem olhar o que está dentro de cada pacote é comparar números sem comparar o produto.

Custo escondido: migração, usuários, implantação

Além do valor mensal anunciado, três itens costumam aparecer como custo separado em boa parte dos fornecedores do mercado:

  1. Migração da carteira anterior. Trazer os processos que já existem em uma planilha ou em outro sistema raramente é gratuito ou automático: normalmente exige um trabalho de importação, seja feito pelo próprio escritório, seja pelo fornecedor.
  2. Usuários adicionais. Muitos planos incluem um número limitado de usuários simultâneos, e adicionar mais pessoas à equipe costuma gerar um custo por usuário além do plano base.
  3. Implantação. Configurar o sistema para a rotina específica do escritório (cadastros, permissões, integrações) às vezes é cobrado como um valor único no início do contrato, separado da mensalidade recorrente.

Pedir a lista completa desses itens antes de assinar evita a surpresa de um valor mensal baixo que se torna bem mais alto depois de somar usuários, implantação e migração.

Vale ainda considerar o custo de não migrar bem. Uma migração malfeita, com processos esquecidos ou prazos que se perdem na troca de sistema, custa muito mais em risco do que qualquer taxa cobrada pelo fornecedor: um prazo perdido durante a transição pode custar um direito inteiro, não apenas uma mensalidade. Por isso, ao comparar propostas, o escopo da migração pesa tanto quanto o preço mensal em si.

Quanto custa o MyPI

Os planos e preços do MyPI começam em R$ 147/mês, com os módulos somados conforme a operação e teste grátis de 14 dias. O plano base é a Busca, dividida em quatro faixas (Essencial, Avançado, Especialista e Ilimitado, em R$ 147, R$ 247, R$ 397 e R$ 697 por mês), e os módulos de Gestão, Colidências, Comunicação, Peticionamento, Documentos e Assinatura somam ao plano base conforme a necessidade de cada escritório.

O teste de 14 dias não pede cartão de crédito, então dá para simular a operação real antes de decidir qual faixa e quais módulos fazem sentido para a carteira específica do escritório.

Como comparar propostas

Uma checklist ajuda a comparar propostas de fornecedores diferentes sem cair na armadilha de olhar só o número anunciado:

  • O preço cobre a carteira inteira ou só uma parte dela?
  • Quais módulos vêm inclusos no valor de entrada, e quais são cobrados à parte?
  • Existe cobrança por usuário adicional, e a partir de quantos usuários ela começa?
  • A migração da carteira atual está incluída na proposta ou é um item separado?
  • Existe custo de implantação, e ele é único ou recorrente?
  • O contrato permite testar antes de assinar, com ou sem cartão de crédito?
  • O fornecedor publica o preço ou só entrega proposta sob consulta, depois de uma reunião comercial?

Um roteiro mais completo de como avaliar a troca de sistema, incluindo a migração da carteira e a importação de processos, está em migrar sistema de marcas e patentes sem perder prazo.

O erro mais comum ao comparar preços

O erro mais frequente na hora de comparar propostas é pedir apenas “quanto custa” e receber um número solto, sem contexto de volume nem de módulos incluídos. Dois fornecedores podem responder à mesma pergunta com valores parecidos e estar descrevendo pacotes completamente diferentes: um cobrindo só a busca na base do INPI, outro já incluindo gestão de carteira e monitoramento de despachos.

A forma mais confiável de comparar é descrever a operação real do escritório (número aproximado de processos ativos, número de usuários que vão usar o sistema e quais funcionalidades são indispensáveis desde o primeiro dia) e pedir que cada fornecedor monte a proposta em cima desses dados. Isso troca a pergunta genérica “quanto custa” por uma pergunta que qualquer fornecedor sério consegue responder com precisão: “quanto custa para a minha operação, com esses módulos e esse volume”.

Com duas ou três propostas montadas dessa forma, a comparação deixa de ser sobre o número anunciado na página inicial de cada fornecedor e passa a ser sobre o que cada escritório realmente pagaria pela própria operação, incluindo os itens que normalmente ficam de fora do primeiro número apresentado.

Para simular o custo real da sua operação sem compromisso, teste o MyPI grátis por 14 dias, sem cartão de crédito.


Do artigo para a prática

Os planos e preços do MyPI começam em R$ 147/mês, com os módulos somados conforme a operação e teste grátis de 14 dias.

Perguntas frequentes

Quanto custa um software de propriedade intelectual?

Não existe um número único: o preço depende do modelo de cobrança do fornecedor (por marca monitorada, por faixa de carteira, por módulo contratado ou sob consulta) e do tamanho da carteira do escritório. O jeito confiável de saber é pedir uma proposta com o volume real da sua operação.

Por que os fornecedores não publicam uma tabela única?

Porque o custo de atender uma carteira pequena é diferente do custo de atender uma carteira grande, e a maioria dos modelos de cobrança tenta refletir isso, seja pelo número de marcas monitoradas, seja por faixas de volume.

O que costuma ficar de fora do preço anunciado?

Usuários adicionais além do incluído no plano, implantação ou migração da carteira anterior, e módulos que não vêm no pacote básico costumam aparecer como cobrança separada em boa parte dos modelos do mercado.

Quanto custa o MyPI?

O plano base começa em R$ 147/mês, com quatro faixas de busca (147, 247, 397 e 697) e módulos somados conforme a operação. O teste é grátis por 14 dias, sem cartão de crédito.

Como comparar propostas de fornecedores diferentes?

Peça o preço com o volume real da sua carteira, pergunte o que está incluído e o que é cobrado à parte, e confirme se a migração dos processos existentes está no escopo ou é um custo adicional.

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TB
Thiago Batista
Sócio-fundador do MyPI · Especialista em Propriedade Industrial

Thiago Batista é sócio-fundador do MyPI e especialista em propriedade industrial. Acompanha de perto a rotina dos escritórios de PI no Brasil (busca de anterioridade, leitura da RPI, controle de prazos e análise de colidência) e escreve sobre como aplicar tecnologia a esse fluxo de trabalho.

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