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Como transformar depósito avulso em carteira recorrente

O depósito é receita que acontece uma vez. Acompanhamento, renovação e vigilância transformam o mesmo cliente em receita que se repete.

O modelo transacional da agência tem uma característica cruel: a receita zera todo dia primeiro. Cada mês começa com a mesma pergunta, quantos depósitos vamos fechar?, enquanto os clientes já conquistados saem pela porta com o protocolo na mão.

O modelo transacional tem teto

Crescer só com depósito novo exige alimentar o funil sem parar: mais tráfego, mais consulta, mais busca, mais parecer. O custo de aquisição se paga uma vez e morre. E a marca depositada, que vai gerar exigência, oposição de terceiro, deferimento, concessão e decênio, segue a vida sem gerar nada para quem a depositou.

A virada: depósito vira carteira

O cliente que acabou de depositar é o lead mais barato que a agência tem: já confiou, já pagou, já tem um processo andando que ele não sabe acompanhar. A oferta natural no fechamento do depósito é o acompanhamento: o processo vigiado semana a semana, andamentos traduzidos, prazos controlados e a renovação no radar, por um valor mensal pequeno perto do honorário do depósito.

A recorrência também protege o futuro: quem acompanha a marca é quem vai fazer a oposição, a resposta de exigência e o decênio, serviços que, sem carteira, iriam para outro procurador.

Como ofertar o acompanhamento

  1. No fechamento, não depois. O acompanhamento entra na proposta do depósito como item natural, “protocolamos e seguimos cuidando”, e não como venda avulsa meses depois.
  2. Com entregas visíveis. Portal com a marca da agência onde o cliente vê o processo, andamento traduzido e comunicado dos marcos. O que o cliente vê, o cliente renova.
  3. Com preço de recorrência. Valor mensal baixo e estável, o objetivo é a base grande, não a margem unitária.

A operação por trás da oferta

Recorrência só é margem se não crescer em custo na mesma proporção. A conta fecha quando a vigilância é automática, a RPI conferida contra a carteira inteira, prazos calculados sem analista contando dia útil, e o atendimento é absorvido pelo portal. Cada cliente novo na carteira deve adicionar receita, não uma ligação semanal.

Em resumo

Depósito é aquisição; carteira é o negócio. Oferte o acompanhamento no fechamento, torne a vigilância visível no portal e deixe a operação recorrente rodar sobre automação. A agência que faz isso para de recomeçar todo mês, e passa a começar cada mês com receita já contratada.


Do artigo para a prática

O módulo de Peticionamento do MyPI emite a GRU e espelha o formulário do e-Marcas, com a especificação vinda de catálogo pré-aprovado.

Depósito recorrente é rotina de agência: conheça a solução para agências de marcas.

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TB
Thiago Batista
Sócio-fundador do MyPI · Especialista em Propriedade Industrial

Thiago Batista é sócio-fundador do MyPI e especialista em propriedade industrial. Acompanha de perto a rotina dos escritórios de PI no Brasil (busca de anterioridade, leitura da RPI, controle de prazos e análise de colidência) e escreve sobre como aplicar tecnologia a esse fluxo de trabalho.

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