A RPI publicou um pedido parecido com a marca da empresa. A vigilância funcionou; agora vem a decisão em duas partes: a empresa reage? E, se reage, quem redige e protocola, o time interno ou o escritório externo?
A decisão não é binária
O erro comum é tratar tudo como um pacote: ou o externo cuida de tudo, inclusive de decidir o que merece reação, ou o interno assume tudo, inclusive o que não tem braço para executar. Funciona melhor separar três atos: detectar, decidir e executar. Os dois primeiros são do jurídico interno por natureza; o terceiro é caso a caso.
Detecção delegada é dependência. Se a empresa só fica sabendo da colidência quando o externo avisa, a vigilância tem a prioridade, e a rotatividade, de um terceiro. Detectar dentro de casa é pré-requisito para decidir qualquer coisa.
O que faz sentido dentro de casa
- A triagem das colidências. As faixas de risco vêm classificadas; o interno separa o descartável do que ameaça marca estratégica, ninguém conhece o negócio melhor.
- A decisão de opor. Envolve apetite de risco, relação comercial (o colidente pode ser parceiro ou cliente da empresa) e prioridade de portfólio. Decisão de negócio, não de redação.
- Oposições padrão em marca nuclear. Time interno com prática e modelo redige bem o caso de semelhança evidente, com prazo calculado e revisão interna.
O que delegar
- Casos de tese, alta distintividade discutível, afinidade de classe controversa, colidente combativo: vale a especialização do externo.
- Volume acima do braço, mês com muitas reações simultâneas não deve represar; transborda para o parceiro.
- Desdobramento contencioso, se o administrativo indicar caminho judicial, o caso nasce no externo já com contexto.
Um critério prático
Uma linha resolve a maioria dos casos: interno decide sempre; interno executa quando o caso é padrão e cabe na agenda; externo executa o resto, sobre o dossiê que o interno já montou. Com o portfólio consolidado e a colidência documentada com risco, classes e histórico, a delegação fica barata: o externo recebe caso montado, não missão de garimpo.
Em resumo
Separe detectar, decidir e executar. Vigilância e decisão ficam dentro de casa, são baratas com a ferramenta certa e caras de terceirizar. Execução segue o critério do caso: padrão e com agenda, interno; tese, volume ou contencioso, externo. O escritório parceiro rende mais executando do que garimpando.
Do artigo para a prática
A triagem começa com o risco já pontuado no módulo de Colidências.
Quem opõe com equipe usa os papéis e permissões da solução para escritórios de PI.