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Busca do INPI fora do ar: como pesquisar marcas e processos quando o pePI não responde

O pePI, a busca do INPI, está fora do ar? Veja quatro alternativas para pesquisar marcas e consultar processos agora, com os limites de cada uma.

A busca do INPI, o pePI, é o sistema que mais gente abre e o que mais gente vê cair. Você digita a marca, clica em pesquisar e a resposta é uma tela de erro, um tempo de espera que não acaba ou a página de manutenção. Enquanto isso, o cliente espera o parecer, o depósito está agendado e a semana não para.

A boa notícia é que a consulta a marcas e processos é, de todas as tarefas que dependem do INPI, a mais fácil de resolver sem ele. Este guia compara quatro caminhos, do mais completo ao mais improvisado, e diz o que cada um resolve e o que não resolve. As outras situações de queda, do prazo que vence à GRU que não sai, estão em INPI fora do ar: o que fazer agora. Se o pePI está de pé e a dúvida é como usá-lo, veja busca no INPI: como pesquisar marcas no pePI.

Antes: confirme que é o pePI, e não você

Abra o site da RPI, que fica em outro servidor, e um site fora do governo. Se o pePI falha e os outros abrem, a queda é do INPI. Se tudo falha, é a sua rede. A verificação completa, com a leitura de cada tipo de erro, está em site do INPI não abre: como saber se é o INPI ou é você.

Um detalhe que engana: o pePI às vezes abre a tela inicial e falha só na consulta. Isso é sobrecarga no servidor do INPI, não problema seu.

Caminho 1: uma base sincronizada com a RPI

O que é: os dados oficiais do INPI importados a cada Revista da Propriedade Industrial e mantidos em uma base separada, com motor de busca próprio. Quando você pesquisa, consulta essa base, não o portal do INPI. Se o portal caiu, a sua consulta nem fica sabendo.

É assim que a busca do MyPI funciona. A cada revista publicada, a base é atualizada com marcas, patentes, desenhos industriais e programas de computador. A pesquisa cobre nome, titular, procurador, número de processo e logo, com semelhança fonética, radical e visual, e a última RPI processada aparece indicada na tela. Quem faz busca de anterioridade não perde a semana porque o pePI oscilou na terça.

O que resolve: consulta de processo, consulta de titular, busca de anterioridade, parecer de viabilidade. Tudo o que você faria no pePI, com filtros que o pePI não tem.

O que não resolve: nada que seja ato no INPI. Protocolar petição e emitir GRU continuam sendo feitos nos sistemas do instituto. E a base acompanha o ciclo da RPI: ela reflete a última revista processada, não o segundo atual do servidor do INPI. Para o trabalho de acompanhamento, que se organiza em torno das publicações semanais, é exatamente o que se precisa.

Caminho 2: a própria RPI em PDF

O que é: a Revista da Propriedade Industrial, publicada toda terça-feira em revistas.inpi.gov.br, um site separado do pePI. Costuma continuar no ar quando a busca cai.

O que resolve: conferir um despacho específico da semana. Se você sabe o número do processo e quer saber o que saiu na revista de hoje, a RPI responde.

O que não resolve: busca de anterioridade. A revista tem milhares de páginas, organizadas por tipo de despacho, sem índice por marca. Procurar uma marca parecida na RPI é procurar agulha no palheiro, e você só encontraria o que foi publicado naquela semana. Para entender o que a revista contém e como ela se organiza, veja o que é a RPI.

Caminho 3: bases internacionais

O que é: o INPI compartilha os dados de marcas brasileiras com duas bases internacionais. O TMview, mantido pela rede de escritórios de propriedade intelectual da União Europeia, recebe os dados do INPI desde fevereiro de 2016. A Global Brand Database da Organização Mundial da Propriedade Intelectual passou a incluir os mais de cinco milhões de processos do INPI em 2024.

O que resolve: uma olhada preliminar. Se você quer saber se existe uma marca idêntica registrada no Brasil, as duas bases costumam responder.

O que não resolve: a busca que sustenta um parecer. As bases têm defasagem de atualização em relação à RPI, não trazem o detalhe do andamento e não têm a semelhança fonética em português que uma busca de anterioridade séria exige. Use como quebra-galho, não como base de decisão.

Caminho 4: esperar

O que é: fechar a aba e voltar mais tarde. A maior parte das quedas do pePI dura horas, não dias.

O que resolve: a consulta que não é urgente. Se o parecer é para semana que vem, o pePI provavelmente estará de volta amanhã.

O que não resolve: a consulta com prazo. E há um custo escondido: cada queda vira uma interrupção, e a rotina do escritório passa a ter um horário imprevisível de “quando o INPI voltar”. Quem consulta o INPI todos os dias não deveria depender desse horário.

O que não fazer

Não tire conclusão de viabilidade de uma busca parcial. Se o pePI devolveu metade dos resultados e caiu, a metade que faltou pode ser exatamente a anterioridade que derruba o pedido. Refaça a busca inteira quando o sistema voltar, ou faça em uma base completa.

Não prometa ao cliente uma data que depende do INPI. “Mando o parecer assim que o INPI voltar” é uma promessa que o INPI decide. Prefira uma rotina em que a busca não dependa dele.

Por que o MyPI não cai junto com o pePI

O MyPI não consulta o portal do INPI quando você pesquisa. Ele importa cada RPI no dia da publicação, mantém os dados em base própria e roda o motor de busca em cima dela. É por isso que a busca continua respondendo quando o pePI cai: ela nunca passou por lá.

O mesmo vale para o resto da rotina. O monitoramento de despachos lê a revista quando ela sai e entrega cada publicação da carteira com o prazo calculado. A análise de colidência confronta os pedidos novos com as marcas dos seus clientes a cada RPI. E o portal do cliente mostra o andamento ao titular sem que ele precise abrir o INPI. O portal oficial pode oscilar à vontade; o trabalho continua.

Para pesquisar marcas e consultar processos do INPI sem depender de o pePI estar no ar, conheça o MyPI.


Do artigo para a prática

A busca do MyPI roda sobre base própria sincronizada com a RPI, com semelhança fonética, radical e visual: continua no ar quando o pePI cai.

Para as outras situações, do prazo que vence à GRU que não sai, veja INPI fora do ar: o que fazer agora.

Perguntas frequentes

Dá para consultar um processo do INPI sem o site do INPI?

Dá, por meio de uma base sincronizada com os dados oficiais. O MyPI importa cada Revista da Propriedade Industrial e mantém marcas, patentes, desenhos industriais e programas de computador em base própria. A consulta não passa pelo portal do INPI e continua disponível quando ele cai.

A busca em uma base própria é confiável?

A origem é a mesma: os dados oficiais publicados pelo INPI na RPI. O que muda é a disponibilidade da consulta, que não depende do servidor do INPI no momento em que você pesquisa. A base reflete a última revista processada, e isso fica indicado na tela.

TMview e Global Brand Database servem para busca de anterioridade no Brasil?

Servem para uma olhada preliminar. O INPI compartilha os dados de marcas com o TMview desde 2016 e com a Global Brand Database da OMPI desde 2024, mas com defasagem de atualização e sem o detalhe do andamento do processo. Para uma busca de anterioridade que sustente parecer, use a base completa.

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TB
Thiago Batista
Sócio-fundador do MyPI · Especialista em Propriedade Industrial

Thiago Batista é sócio-fundador do MyPI e especialista em propriedade industrial. Acompanha de perto a rotina dos escritórios de PI no Brasil (busca de anterioridade, leitura da RPI, controle de prazos e análise de colidência) e escreve sobre como aplicar tecnologia a esse fluxo de trabalho.

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