Você digita o endereço do INPI, a página fica branca, o navegador devolve um erro ou aparece uma tela de “página em manutenção”. Antes de decidir o que fazer, vale gastar dois minutos com uma pergunta que muda tudo: a queda é do INPI ou é sua?
A pergunta não é retórica. A Portaria INPI/PR nº 049/2021, que regula a devolução de prazo, diz no art. 4º que falha na transmissão de dados entre o seu equipamento e a rede pública, e problema no seu computador ou nos seus programas, não configuram indisponibilidade. Ou seja: se o seu prazo vence hoje e a sua internet caiu, o INPI não vai devolver nada. Se o INPI caiu, a regra é outra, e boa para você. Este guia mostra como distinguir os dois casos e o que fazer em cada um. A visão completa do tema, com todas as situações, está em INPI fora do ar: o que fazer agora.
Os sintomas mais comuns e o que cada um sugere
Nem todo erro é igual, e o tipo de erro já diz alguma coisa sobre a origem.
Página em manutenção, com o logotipo do INPI. É o INPI. O instituto tem uma página padrão para isso, servida quando um sistema é retirado do ar de propósito ou quando o servidor responde com erro 503. Se aparece essa tela, você chegou ao servidor do INPI e ele recusou.
Tempo de resposta esgotado, ou o navegador diz que o site demorou demais. Pode ser qualquer um dos dois. O servidor do INPI pode estar sobrecarregado, mas a sua rede também pode estar lenta ou bloqueando o destino.
O site abre, mas o login gov.br falha. A queda pode ser do gov.br, não do INPI. O peticionamento eletrônico usa o acesso único do governo federal, e quando o gov.br oscila o e-INPI fica inacessível mesmo com o INPI no ar.
A busca abre, mas devolve erro ao pesquisar. Sintoma típico do pePI sob carga: a tela inicial responde, a consulta não. Costuma ser do INPI.
Tudo abre, menos uma função. Emissão de GRU que não gera a guia, formulário que não envia, arquivo que não anexa. Quase sempre é o sistema específico do INPI, não a sua máquina.
A verificação de dois minutos
Faça nesta ordem. Cada passo elimina uma causa.
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Abra dois sistemas diferentes do INPI e um site de fora. A busca (pePI) e o site da RPI ficam em servidores distintos. Se os dois falham e um site qualquer abre, a queda é do INPI. Se tudo falha, o problema é a sua conexão.
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Troque de rede. Abra pelo 4G do celular. Antivírus corporativo, proxy do escritório e VPN bloqueiam o INPI com alguma frequência, e o INPI não devolve prazo por bloqueio do seu lado.
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Troque de navegador ou abra uma janela anônima. Cookie velho e cache corrompido produzem erro que parece do servidor. A janela anônima elimina os dois.
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Confira o relatório oficial. O INPI registra as interrupções em disponibilidade.inpi.gov.br, com início, fim e sistemas afetados. O relatório é assinado digitalmente, tem eficácia de certidão e fica disponível até 12h do segundo dia útil após a queda (art. 5º da Portaria 049/2021). Se essa página também não abre, a queda é ampla.
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Veja se é manutenção programada. O INPI divulga um calendário anual de manutenções, com as intervenções concentradas em janelas de fim de semana, da noite de sexta-feira à noite de domingo. Se é sábado à tarde e o sistema não abre, a resposta provavelmente está lá.
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Guarde a prova. Captura de tela com data e hora visíveis, o endereço tentado e a mensagem de erro. Se o seu caso não for coberto pela devolução automática de prazo, é com isso que se instrui o pedido.
Onde o INPI avisa, e onde ele não avisa
O INPI não tem uma página de status em tempo real no estilo das plataformas de tecnologia. O que existe são três lugares, cada um com um papel.
O relatório de indisponibilidade é o registro técnico. É produzido pela área de TI do INPI, que afere a disponibilidade externa dos sistemas, e é o documento que vale para efeito de prazo. Ele não é publicado no minuto da queda; costuma sair depois, quando a interrupção já foi medida.
As notícias do portal gov.br/inpi são o canal de comunicação com o público. É nelas que o INPI anuncia manutenções programadas, explica falhas maiores e, quando decide prorrogar prazos em bloco, divulga a decisão. Em agosto de 2025, por exemplo, uma falha no PAG, o sistema que emite a GRU, levou o INPI a anunciar por lá que os prazos vencidos entre 11 e 22 de agosto ficavam prorrogados para 26 de agosto.
A Revista da Propriedade Industrial é o meio de comunicação oficial. Decisões sobre pedidos de devolução de prazo são publicadas nela, e comunicados formais entram na seção de comunicados de cada edição.
O que não existe: aviso na própria tela de erro sobre o que aconteceu, previsão de retorno e notificação por e-mail. Você descobre que o sistema voltou tentando de novo.
O que fazer enquanto o INPI não volta
Depende do que você foi fazer lá.
Se foi consultar um processo ou pesquisar uma marca, não precisa esperar. Uma base sincronizada com a RPI responde sem passar pelo portal do INPI: é o caso da busca do MyPI, que importa cada revista publicada e mantém marcas, patentes, desenhos e programas em base própria. As alternativas, com os limites de cada uma, estão em busca do INPI fora do ar: como pesquisar.
Se foi protocolar uma petição ou emitir uma GRU, não há caminho fora do INPI. Deixe a petição, os anexos e a especificação prontos e volte a tentar. Se o prazo vence hoje, leia prazo vence e o INPI está fora do ar: a devolução de prazo pode ser automática.
Se foi ler a RPI de terça-feira e ela não saiu, espere. A revista às vezes é publicada mais tarde no mesmo dia ou no dia seguinte, e nenhum prazo corre antes da publicação. Quem acompanha a RPI pelo MyPI recebe o aviso quando a revista é processada, sem vigiar o site.
Por que vale tirar o INPI do caminho crítico
O portal do INPI cai com frequência suficiente para o próprio instituto manter um relatório público de interrupções e um calendário anual de manutenções. Não é uma crítica: é a descrição de um sistema público que atende milhões de consultas. A consequência prática, para quem trabalha com propriedade industrial, é que nenhuma rotina importante deveria depender de o portal estar no ar naquele minuto.
O MyPI foi desenhado com essa premissa. A busca roda sobre base própria, sincronizada a cada RPI. O monitoramento de despachos lê a revista quando ela sai e entrega cada publicação da carteira com o prazo já calculado. O portal do cliente mostra o andamento ao titular sem que ele precise abrir o INPI. Quando o site oficial cai, o trabalho continua, e a pergunta “o INPI está fora do ar?” deixa de ser uma emergência para virar uma curiosidade.
Para consultar marcas e acompanhar processos sem depender da disponibilidade do portal do INPI, conheça o MyPI.
Do artigo para a prática
Enquanto o portal não volta, a busca do MyPI responde sobre base própria, sincronizada a cada RPI: a consulta não passa pelo INPI.
Todas as situações de queda, do prazo à GRU, estão no guia INPI fora do ar: o que fazer agora.
Perguntas frequentes
Como sei se o site do INPI está fora do ar ou se o problema é meu?
Abra dois sistemas diferentes do INPI, como a busca em busca.inpi.gov.br e a RPI em revistas.inpi.gov.br, e um site fora do governo. Se só os do INPI falham, a queda é do INPI. Se tudo falha, é a sua conexão. Depois confirme no relatório de indisponibilidade em disponibilidade.inpi.gov.br.
Onde o INPI avisa que os sistemas estão fora do ar?
No relatório de indisponibilidade em disponibilidade.inpi.gov.br, que registra início, fim e sistemas afetados, e nas notícias e comunicados do portal gov.br/inpi. A prorrogação de prazos, quando existe, sai por comunicado oficial e na RPI.
O INPI faz manutenção programada?
Sim. O INPI divulga um calendário anual de manutenções de TI, com as intervenções concentradas em janelas de fim de semana, da noite de sexta-feira à noite de domingo. O calendário fica em disponibilidade.inpi.gov.br/manutencao.php.